segunda-feira, 23 de junho de 2014

Banca Cacd 2014: 2ª e 3ª fases



SECRETARIA-GERAL DAS RELAÇÕES EXTERIORES

 

INSTITUTO RIO BRANCO
 
PORTARIA 5 DE MAIO DE 2014

O DIRETOR-GERAL DO INSTITUTO RIO BRANCO, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 34 do Regulamento do Instituto Rio Branco, aprovado pela Portaria nº 179, de 14 de março de 2014, publicada no Diário Oficial da União de 17 de março de 2014, resolve: Designar as Bancas Examinadoras das provas das Segunda e Terceira Fases do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata de 2014:

PORTUGUÊS
Luís Felipe Silvério Fortuna
Augusto Souto Pestana
Emília Manuela da Rocha Rodrigues

HISTÓRIA DO BRASIL
Francisco Fernando Monteoliva Doratioto
Antonio Carlos Lessa
José Flávio Sombra Saraiva

INGLÊS
João Pedro Corrêa Costa
Ofal Fialho

GEOGRAFIA

POLÍTICA INTERNACIONAL
Tarcisio de Lima Ferreira Fernandes Costa Lista de Teses Altos Estudos IRBr- nº 485

ECONOMIA
Rodrigo de Azeredo Santos Livro

DIREITO

ESPANHOL
Pedro Delgado Hernandez

FRANCÊS
Isabelle Fermier Gonçalves de Souza
Helena Gama Dias

GONÇALO DE BARROS CARVALHO E MELLO MOURÃO


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Política Externa nas Eleições 2014 - Parte 2



O pré-candidato a presidência da República, Aécio Neves, esteve no programa Rodada Vida (TV-Cultura) no dia 02 de junho no ano corrente. Ainda que sem diretrizes oficiais sobre o seu projeto de governo, ele já deu sinais do que pretende fazer em relação a Política Externa Brasileira. Abaixo (Entre 0:00- 3:20 do vídeo acima), o candidato do PSDB falou sobre suas perspectivas:


Entrevistador: Como é que será a Política Externa do seu governo, se o senhor se eleger presidente, sobretudo como é que o senhor vai tratar o MERCOSUL, e como serão as relações com países favorecidos  pela Política Externa de hoje, como Venezuela, etc. Como será isso?

Aécio Neves: "A verdade, Augusto, é que o governo do PT nos levou a um alinhamento ideológico, anacrônico, e que beneficio algum tem trazido ao Brasil. Parte desse crescimento pífio da economia brasileira, é porque nós não avançamos em parcerias com outras partes do mundo. O Brasil nos 13 anos de PT, firmou 3 acordos bilaterais, com Egito; com Palestina e; com Israel. Nós estávamos vendo, os nosso vizinhos da Aliança do Pacífico avançando e indo embora, Chile, Peru, Colômbia e México selando acordos com várias regiões do mundo. Nós estamos prestes, Augusto, a ser finalizado um acordo, um acordo chamado Transatlântico, entre EUA e União europeia, que obviamente limitará ainda mais os mercados para produtos brasileiros. Nós temos que flexibilizar as amarras do Mercosul, fugir desse alinhamento ideológico e buscar parcerias com o mundo desenvolvido. E sem, obviamente, deixar de manter as relações que já temos hoje, mas que permitam parcerias com empresas brasileiras que hoje estão fora das cadeias globais de produção. O Brasil já participou na década de 1980,  algo em torno de 2.3% do conjunto do comércio internacional, hoje participa com 1,3%. Nós somos a 7ª maior economia do mundo, mas somos apenas o 23º maior exportador. Somos ainda uma economia relativamente fechada, portanto resgatar a tradicional Política Externa Brasileira buscando relações com outras regiões do mundo, avançando na negociação, que mais uma vez foi interrompida, com a União Europeia é essencial para nós recuperarmos com vigor determinados setores da economia brasileira. Você sabe, Augusto, que o Brasil hoje tem na participação do seu PIB, a indústria com 13%, exatamente o que nós tínhamos há 60 anos atrás, quando outro mineiro, Juscelino Kubistchek, era presidente da República. Então, temos que efetivamente uma política industrial e fugirmos das amarras do anacronismo, do atraso, que hoje nos une a países que, inclusive, tem demostrado muito pouco apreço a Democracia, é essencial para o Brasil retomar o desenvolvimento em bases sustentáveis." 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Diplomacia: Paixão mundial

22 de maio 1950: Sorteio da Copa do Mundo do Brasil, no Palácio do Itamaraty


A Associação dos Diplomatas Brasileiros lança a sua revista trimestral (janeiro, fevereiro, março 2014) com temas relevantes como a Copa do Mundo, a relação bilateral Brasil-África do Sul, a inovação, dentre outros. Atentos a seção Prata da Casa, do diplomata Paulo Roberto Almeida, com indicações de livros sobre assuntos que perpassam o edital do Cacd tais como: Instituições de Bretton Woods, Conselho de Defesa Sul-americano, Conselho de Segurança das Nações Unidas, etc. Vale a pena conferir as matérias culturais, principalmente, sobre  o centenário de Dorival Caymmi.


link:Revista ADB nº84

domingo, 18 de maio de 2014

Política Externa nas Eleições 2014 - Parte 1

Foto oficial da presidente do Brasil, Dilma Roussef.

A atual presidente do Brasil, Dilma Rouseff (2010-2014), é a única dos candidatos a Chefe do Executivo 2014, que pode ser avaliada pela sua atuação no Estado brasileiro em Política Externa. Quando lançou a sua plataforma vitoriosa entre setembro/outubro de 2010, a candidata petista apostou pelo continuísmo lulista baseado em eixos como: 1) a integração sul-americana e latino-americana, a cooperação sul-sul; 2) os princípios de não intervenção, de defesa dos Direitos Humanos, de luta pela paz mundial, e pelo desarmamento; 3) relações bilaterais e multilaterais, e finalmente, no encaixe da política de Defesa com a Externa. Era o desenvolvimentismo aliado aos princípios históricos da diplomacia brasileira, algo não tão diferente de outros momentos como a PEI (Política Externa Independente) e o Pragmatismo Responsável, logicamente que permeada por outros contextos internacionais.
Após isto, lendo alguns acontecimentos - e esquecendo CACD!- percebemos que de maneira geral a Política Externa seguiu aquilo que fora proposto. Por exemplo, a integração sul-americana e latino-americana continuou a ser prioridade na agenda internacional, com ações pontuais, como os contornos da crise venezuelana e paraguaia. Por sinal, aqui, os princípios de não intervenção e defesa dos Direitos Humanos foram respeitados ao máximo, principalmente, com o diálogo como  meio oficial de atuação da Chancelaria. Outro ponto a ser positivamente exposto foi a valorização da pasta da Defesa, onde Celson Amorim foi escolhido para assumir a reestruturação das forças militares. Seu objetivo foi levar adiante a "Grande Estratégia", definido pelo próprio assim: dissuasão e cooperação são o núcleo da atuação das Forças Armadas e da Política Externa conurbadas no cenário mundial. Não por acaso, a compra dos caças suecos (Grippen) e as tecnologias militares made in Brazil, como o blindado Guarani, são situações que avaliam o que foi pensando em 2010.
Porém, em temas como a diversificação comercial e, mesmo, a atuação em foros multilaterais, o país precisa rever alguns conceitos. Na primeira, houve um retrocesso nas regiões do Oriente Médio -historicamente distante comercialmente, mas entre 2002-2010 com aproximações, como a abertura de novas embaixadas e o acordo nuclear com a Turquia-Irã- e nos países do norte, como o acordo União Europeia-Mercosul em paralisia.  Em relação ao ocidente europeu, cabe ressaltar ainda as decisões em temas como a Ucrânia- votou neutro- e a participação secundárias em alguns foros multilaterais (em questões de segurança). Por sinal, essas escolhas devem ser revistas com cuidado, pois o país não pode desperdiçar certos canais como ferramenta de afirmação de posições e conhecimento das realidades interestatais em âmbito exógeno  (principalmente, compreender , as  escolhas e  as concertações nos grandes temas mundiais dos outros países com vistas a repensar a sua´conduta).
Finalmente, vale ressaltar as inovações em dois temas não colocados no programa das eleições de 2010: o conceito de Responsabilidade ao proteger e a defesa da liberdade na internet. Ambos defendidos nos foros multilaterais, e com relativa apreciação, levantaram posições amistosas de países como Alemanha e França. Portanto, assumindo uma postura pragmática, o que se percebe no período 2010-2014 é uma atuação coerente com aquilo que fora proposto na plataforma de campanha, talvez com alguma ou outra decisão equivocada, mas em termos gerais, atuando com sentido prático nas relações internacionais.

*Abaixo, o programa de 2010 sobre Política Externa da então candidata à Presidência. (Esqueçam as 18 vagas! leiam o programa a partir do envolvimento do Brasil nas Relações Internacionais no ciclo 2010-2014)
Defender a soberania nacional. Por uma
presença ativa e altiva do Brasil no mundo.

"A política externa do governo Dilma dará ênfase especial aos processos de integração sul-americana e latino-americana, à cooperação Sul-Sul (Bric, Ibas) e à solidariedade com os países pobres e em desenvolvimento. Nossas parcerias tradicionais serão preservadas e ampliadas. A política externa será instrumento importante para o aumento e diversificação geográfica de nosso comércio exterior e para a expansão de nossos investimento se iniciativas de complementação produtiva. O Brasil permanecerá fiel aos princípios de não intervenção, de defesa dos Direitos Humanos, de luta pela paz mundial e pelo desarmamento. Continuará defendendo a construção de um mundo multilateral e a democratização de organismos internacionais como a ONU, o FMI e o Banco Mundial. O Brasil continuará mantendo na esfera bilateral ou em organismos multilaterais, como o G20, um diálogo construtivo e soberano com os países desenvolvidos e em desenvolvimento. A consolidação e a implementação da nova política de defesa, nos termos da Estratégia Nacional, aprovada em 2009, será acompanhada do reequipamento das Forças Armadas e da plena implantação do Ministério da Defesa iniciada no governo Lula." (pp.17. Os 13 compromissos programáticos de Dilma Roussef para debate na sociedade brasileira. Brasília: setembro-outubro, 2010.)

quinta-feira, 15 de maio de 2014