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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

# Eu indico - Parte 3



Título: Esse viver ninguém me tira
Diretor:Caco Cyocler
Duração: 75 min


Aracy de Moebius de Carvalho, quem é você?  A mulher de um diplomata ou de um grande literário? Agora, se acrescentar Guimarães Rosa ao sobrenome, torna-se reconhecível? Nenhum desses signos é suficiente para descrever a importância da personagem principal. Vivendo no período nazista na Alemanha, ela teve que escolher entre a lei e a moral, em outras palavras, deveria definir se dava ou não vistos para judeus viajarem ao Brasil. Se optasse pelo sim, descumpriria uma ordem do governo brasileiro, que queria dificultar a entrada de judeus no Brasil; entretanto, se optasse pelo não, viveria eternamente com a culpa por haver deixado os judeus a mercê das perseguições hitleristas. Ela optou pelo lado moral, e assim, dezenas de famílias judias vieram para o Brasil, inclusive a do diretor do documentário, Caco Cyocler. 
Esse viver ninguém me tira flerta com imagens contemporâneas num jogo constante com o passado. Leva o espectador a se sentir íntimo da sensação que uma memória pode causar. A ideia é que aquilo está vivo, mas apenas para o seu subconsciente. Vale a pena conhecer essa história!


domingo, 4 de outubro de 2015

# Eu indico - Parte 2



Título: Aide-memoire: Caminhos da Diplomacia Brasileira
FUNAG- Fundação Alexandre de Gusmão
Diretor:Jon Tob Azulay
Duração: 52 min
Patrocínio da Telebrás e Petrobrás


A partir de uma concertação diplomática do Grupo Rio contra uma atuação unilateral estadunidense, em 1996, o filme produzido pelo diretor Jon Tob Azulay, perpassa caminhos pela atuação da diplomacia brasileira desde 1750, com a assinatura do Tratado de Madri, até fins do século XX. A fim de que seja destacado a qualidade do instrumento de Política Externa Brasileira, em outras palavras, a sua diplomacia, o documentário entrevista figuras marcantes no cotidiano do Itamaraty desde os anos de 1980, tais como, Ramiro Saraiva Guerreiro,  Mário Gibson Barboza, Carlos Jacyntho de Barros, Celso Lafer, dentre outros.  Essa figuras reafirmam um dos pilares de excelência da sociedade brasileira, pontuando e comentando os fatos históricos que atestam esse poder brasileiro.
Vale a pena investir tempo nesta empreitada, que corrobora, ao menos nesse campo, o status do país como potência.  E expulsa o fantasma do complexo de vira-lata.


Crédito:http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/10/documentario-aide-memoire-caminhos-da.html

domingo, 26 de abril de 2015

A vida é uma curva

A vida é um sopro, é o documentário produzido em 2007, para retratar as principais construções de Oscar Niemeyer no século XX. Segundo o próprio homenageado, o que ele queria trazer para arquitetura era a criatividade, e a partir disso, misturar o concreto e  as curvas. Desde a sua estreia em 1936, quando construiu o edifício Gustavo Capanema, do Ministério da Saúde e Educação, em parceria com Le Corbusier, o país conheceu alguém disposto a deixar a sua marca na identidade brasileira. Advindo da geração brasileira de 1930, formada pelos nomes poderosos de Gilberto Freyre, Sergio Buarque de Hollanda, Caio Prado, Celso Furtado, o arquiteto encontrou o seu auge nos anos de 1950 e 1960. Nesse período em parceria com Juscelino Kubitschek produziu a nova capital do país, a querida Brasília. A Praça dos Três Poderes simboliza a mesclagem de arquitetura e política, em que prédios mesclados de riscos e concreto dão unidade ao espaço. Um diálogo entre as três forças que sustentam a democracia brasileira. O mais importante da obra é que em todas as partes do espaço é possível visualizar essas forças, o que dá a impressão de equilíbrio, como no famoso sistema de pesos e contrapesos do Direito. 
Após encontrar o reconhecimento nacional, Oscar Niemeyer rompe a barreira local, tornando-se um arquiteto universal. Obras magníficas em outros países, como no ano de 1947, a sede da ONU em Nova York; no ano de 1974, a Universidade de Argel na Argélia; ou no ano de 1964, a sede do Partido Comunista  na França, dão o tom moderno característico do brasileiro. O reconhecimento de seu trabalho também chega de outras artes. No documentário, alguns nomes importantes definiram o arquiteto, tais como Eduardo Galeano, José Saramago, Eric Hobsbawm, Chico Buarque, Ferreira Goulart, etc. Segundo o escritor uruguaio, as obras de Niemeyer retratam as curvas sensuais do Rio de Janeiro, as curvas das montanhas desenhadas por Deus. E Ele, se disfarçou de Niemeyer para criá-las.    
Memorial da Cabanagem em Belém do Pará
Em termos conclusivos, lembro que as obras de Oscar Niemeyer sempre estiveram ligadas de alguma forma com o Brasil. Em todas as partes do país encontramos tais preciosidades, e para mim, não foi diferente. Em 1985, ele construiu o Memorial da Cabanagem em Belém do Pará. Uma mão de concreto apontando para cima, para o céu, para a esperança cabana diante do poder imperial. E não menos trágico,o polegar estava decepado, para sinalizar a queda, a derrota do movimento perante as autoridades entre 1835-1840. Mas a esperança ficou, como aliás, sempre esteve com Oscar Niemeyer mesmo que a vida fosse apenas um sopro, ou, uma curva.



 
" Oscar Niemeyer -A vida é um Sopro", reproduzido pelo Canal Youtube

sábado, 18 de outubro de 2014

Programa Diplomacia - Setembro 2014

 
A última edição do Programa Diplomacia da TV Senado, apresenta uma série de temáticas relevantes ao Cacd, em especial, dois assuntos: o primeiro, na seção Entrevista, recebeu o principal negociador do BRICS no lado brasileiro, José Alfredo Graça Lima (também entrevistado pela Revista Sapientia). O segundo, na seção Cinema, é indicado um excelente documentário, "Missão de Paz" por Ruyter Curvello Duarte, sobre a atuação brasileira nos últimos 10 anos na Missão de Paz do Haiti (MINUSTAH).

sábado, 6 de setembro de 2014

Programa Diplomacia

O Embaixador creditado no Brasil da Índia, Ashok Tomar, em entrevista ao Programa Diplomacia-Agosto

O programa Diplomacia da Tv Senado, lançou em Agosto último, o seu programa mensal de Política Internacional. Aproveitando a recente reunião dos Brics, em Fortaleza, a coluna "Dossiê Diplomático" entrevista o Embaixador no Brasil da Índia, Ashok Tomar, sobre temas relevantes na agenda bilateral e multilateral, como por exemplo, a corrente de comércio entre os dois ao redor de 12 a 15 bilhões de dólares, ou ainda, o impacto da criação do Banco dos Brics e do contigente de reservas. Além disso, as colunas culturais são um aperitivo delicioso para o final de semana. A tríade, música (Banda Los Trés, Chile), literatura (História da Civilização Brasileira-Pedro Calmon) e finalmente, cinema (documentário, Funai, sobre índios isolados no país) respondem pelo adjetivo posto acima.

Atenção aos cadistas! Prestem atenção a matéria da rota bioceânica, porque é útil para prova de Geografia/Política Internacional. Esse projeto de infraestrutura prevê a ligação dos Oceanos Atlântico e Pacífico através de um conjunto de rodovias e ferrovias. A logística brasileira no projeto pretende criar 3 rotas, obviamente com o objetivo em ter acesso ao Oceano Pacífico. Porém, dentre seus objetivos mais específicos, a integração entre as cadeias produtivas do extremo Sul (Chile, Argentina e Bolívia) prometem reduzir custos de produção.


Links:

           Parte 1- Programa Diplomacia- Agosto


         Parte 2- Programa Diplomacia - Agosto

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasil: Ser ou não ser uma (im)potência



O documentário "Le Brésil, une grande-puissance en devenir ?" (2013) é um excelente olhar estrangeiro sobre o país do futuro. Originalmente produzido por alemães, Nina Hellenkemper e Birgit Schulz, o filme que foi traduzido para o francês pela Arte 7+, desperta noções contraditórias em relação ao crescimento brasileiro. Por um lado, destaca-se o grande potencial econômico da sexta economia do mundo, utilizando para isso dados das empresas transnacionais brazucas, é o caso da Petrobras, Embraer, JBS, dentre outras. Em contrapartida, aparecem os desníveis sociais da empresa Brasil. O principal ponto de contradição está no crescimento da insatisfação da classe média, representada pelas recentes manifestações em Junho de 2013, o famoso "Levante de Junho". Entre seus anseios, estão um maior investimento em áreas consideradas prioritárias, tais como Educação, Saúde e Transporte público. 
Mesclando diálogo de estudiosos do IBGE e IPEA, ativistas do Greenpeace, pessoas comuns, além de vozes famosas, como a do ex presidente Luis Inácio Lula da Silva, ou da presidente Dilma, o documentário que tem por volta de uma hora, apresenta caminhos para entender o fenômeno Brasil. Dilemas contraditórios, tais como: a extrema pobreza e o bolsa família, uma solução para os que tem fome; a expansão da soja e o desmatamento da Amazônia, um desencontro do dilema crescer de forma sustentável; E por fim, o desenvolvimento da industria automobilística contra o engarrafamento das grandes metrópoles, como exemplificado por SP. Embora não esgote o tema, inclusive não abordando especificamente os gargalos da educação, saúde ou segurança, ainda sim pode ser considerado uma boa ferramenta para entender o processo de emergência brasileiro, principalmente se tal acessório é mostrado pela ótica do estrangeiro. Longe de mostrar esteriótipos como o Carnaval, Samba, Mulheres ou o Futebol, a grande questão é apenas uma: Ser ou não ser, uma (im)potência.  

Link: Le bresil une grande puissance en devenir ( Art plus 7)
         Le bresil une grande puissance en devenir (Tv-Replay)